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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A neurose cristã




Outro dia li um texto (fonte abaixo) em que um budista dá um verdadeiro tapa na cara dos cristãos.

Eu, como tive formação cristã, tive que oferecer minha outra face. Até porque o budista não deu o tapa como um ato violento, mas daqueles que a gente dá no outro para fazê-lo despertar.

Muito do que ele diz é verdade. O cristianismo, como a maioria das religiões, funda-se bastante no medo e na dúvida.

Ele compara o nosso louvor a uma espécie de neurose. Convenhamos que nossa atitude cumpre bem os requisitos para ser considerada como tal. Falamos e louvamos um Deus que não sabemos ao certo se ele está ali. Nós cremos que sim, mas tal postura, no fundo, sempre alimentará a dúvida.

Cristão tem mania de perseguição, sempre anda pesado com a culpa por não entender o que se passa ou quais os verdadeiros desígnios de Deus para sua vida. Acha que se fugir um pouco dos limites impostos pela igreja, estará a mercê do mal (falando nisso, leiam um ensaio que eu fiz sobre o diabo neste LINK).

Um Deus que ama, mas ao mesmo tempo nos deixa expostos a todo tipo de incerteza. ”Fiquem alertas, pois nunca se sabe a hora final” (ou algo do tipo). E ainda por cima, no final, julgará as pessoas de acordo com a sua obediência.

Percebi que, mesmo sendo cristão, minha opinião é semelhante a do budista. Deixamos de ser discípulos de Cristo para sermos um bando de neuróticos. Seguimos loucos querendo obedecer a um livro que não se ajusta mais totalmente a nossa realidade. Temos medo uns dos outros, nos dividimos e achamos mais salvos do que os outros (inclusive entre nós mesmos, da mesma crença!).

Certamente, não era bem essa a ideia de Jesus quando veio nos deixar sua mensagem. As igrejas cristãs possuem um histórico problemático envolvendo questões políticas e econômicas o que possivelmente resultou na bagunça que temos hoje.

Só não concordo quando o budista fala que o mundo seria o mesmo sem Jesus. Quem capta sua mensagem pode se transformar em algo belo e seu auxílio espiritual é enorme. Mas, infelizmente, nós mesmos estamos alimentando essas impressões dos outros religiosos.

As pessoas parecem não ter noção do real poder que Jesus nos deu. Sugiro a você a fazer uma releitura da mensagem de Cristo e compará-la a seus hábitos ou a que sua igreja prega. Talvez você possa se surpreender com os resultados.




Jesus e Buda iluminam o mundo


Texto

sábado, 6 de outubro de 2012

Convite à Filosofia




"Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil;
 Se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil;
 Se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história for útil;
 Se conhecer o sentido das criações humanas na arte, nas ciências e na política for útil;
 Se dar a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos for útil;
 Então, podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes"

Marilena Chaui no Livro Convite à Filosofia


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Como a reflexão pode te mudar



Boa noite, amigos e irmãos!

Resolvi postar um texto meu mesmo. Dessa vez, conversaremos sobre como as reflexões afetam nosso estilo de vida com um tempo.

Desde pequeno, nunca fui muito com a cara das previsibilidades. Dizem que geminianos odeiam rotina, mesmices e acho que pelo menos nisso os astrólogos acertaram.

Me incomodam os "scripts sociais". Sempre me questionava sobre isso. Por que temos que agir ou ser de um jeito e não de outro? Qual o propósito desse "controle"? Realmente precisamos disso? Convenhamos, todos devem se perguntar sobre esse assunto - alguns mais, outros menos.

Mas, claro, considerando a leveza da mentalidade de uma criança, não fazia profundas reflexões. Porém, era notório como eu cismava com tudo.Ficava extremamente contrariado quando professores ou quaisquer formadores de opinião taxavam determinado político, regime ou qualquer coisa como boa ou má. Ideal ou não. E o pior, essa subjetividade era exposta como um fato, o que só agravava minha desconfiança.

Nunca fui um rebelde, contudo. Minha postura sempre foi pacífica e respeitosa (ok, às vezes criticava as coisas demais). É deveras ridículo pagar de rebelde, quando, no fim das contas, você tem que admitir que não resiste a muitas das tentações do sistema. Não gosto, nem me sinto obrigado a me taxar como capitalista, marxista, naturalista, anarquista ou seja lá o que for - isso é besteira. É impossível algo do tipo ser absolutamente correto (ou errado).

Meu nojo pela rebeldia tomou mais força quando percebi que rebeldes não passam de propagadores de críticas prontas. Outra coisa que me incomoda terrivelmente. É triste ver gente culpando o sistema, o governo, o passado e tudo mais por qualquer coisa desagradável, sem entender realmente o que acontece em sua vida. É uma banalização dos problemas. Uma transferência de culpa.  



Pois bem, na fase média à tardia da minha adolescência e na entrada de minha fase adulta, já tinha uma postura bem contemplativa. Espontaneamente me colocava a rezar, refletir, meditar e analisar tudo com um lado mais "neutro" (seria irresponsabilidade minha dizer que estava isento de qualquer influência, mas eu fazia o possível).

Com o tempo, comecei a sentir mudanças na minha forma de lidar com as coisas. É como se seus sentidos se aguçassem. Seu sendo crítico vai para um outro nível.

Sua mente começa a lembrar de coisas remotas sem motivo aparente. Seu senso de "certo" e "errado", vai evoluindo para a mais simples tolerância. Conceitos normativos e morais não parecem mais tão robustos. Sua necessidade de criticar começa a perder força.

Você fica mais solidário. Passa a se encantar com coisas mais simples. Enxerga a humanidade como uma coisa só e muitas vezes se frustra com as bobagens que ela faz. Você começa a reconhecer os pontos que deve melhorar dentro de si e a enxergar seu pior defeito com ternura, se perdoando e respeitando. 

O julgamento alheio já não lhe incomoda mais tanto assim. Nenhuma relação é mais tão complicada. Você perde a vontade de seguir regras. 

Esse ponto é interessante. Muita gente acha que não seguir regras é o mesmo que desenvolver intenções criminosas. Não! Você apenas é mais livre. Percebe que pode ser harmonioso com o mundo ao redor, sem ninguém estar lhe lembrando disso. Você vai desenvolvendo a auto suficiência.



Seu compromisso passa a ser buscar a verdade. Verdade? Será que isso existe? Acho que sim. É enxergar além do véu. O que é o dinheiro, a economia, a política, as farras, as brigas, a dor e as leis, diante a imensidão do Universo?

Comece a avaliar o que realmente tem peso na nossa vida. O quanto você se importa com coisas que lhe disseram importante, mas que não é. Veja se tem lógica discutir com tanta agressividade sobre determinada ideologia ou qualquer outra coisa. O que é certo e errado neste mundo?

Qual o seu objetivo nesta vida? 

Lembram do que nos costumam dizer? Pensar demais enlouquece! Acho que entendo isso. Quando você pensa demais, percebe que pouca coisa na nossa vida, organização social e nos parâmetros que temos não são lá muito lógicas. O que lhe resta? O desconhecido. O estranho nos assusta. Mas, quer saber? Vale a pena encará-lo!

Abra sua mente. Perca o medo de encontrar as respostas que deseja. Você tem esse direito. A FONTE lhe dá essa oportunidade.

E aí, já parou para pensar nisso?

Ufa, é isso aí. Até a próxima!

domingo, 26 de junho de 2011

Leitura: Sete passos para a superação do controle do Ego

Pessoal, desculpem pelo longo tempo sem novos posts. Época de provas. =/

Bem, como estou sem muito tempo para fazer posts inéditos, vou colocar mais uma leitura que achei interessante nos meus passeios virtuais.

Antes de colocar o texto, acho por bem explicar que o ego que aqui nos referimos corresponde ao aspecto orgulhoso e iludido que teimamos em alimentar dentro de nós, aspecto que nos obriga a achar que a única verdade é aquela aparente e cotidiana. Vou procurar mais textos explicando sobre o ego na visão esotérica para compartilhar em próximas oportunidades, mas, por enquanto, fiquem com essa rápida explicação.

Você pode até não concordar com o inteiro teor, mas se ler com a devida atenção, perceberá que o texto traz sugestões valiosas para termos uma vida mais leve e feliz.

Ok, boa leitura:




1. Pare de se sentir ofendido.
O comportamento de outras pessoas não é motivo para se sentir imobilizado. Existe a ofensa apenas quando você se enfraquece. Se procurar por situações que o aborreça, as encontrará em cada esquina. É o ego no controle convencendo você que o mundo não deveria ser do jeito que é. Mas é possível tornar-se um observador da vida e alinhar-se com o Espírito da Criação universal. Não se alcança o poder da intenção sentindo-se ofendido. Procure erradicar, de todas as formas possíveis, os horrores do mundo que emanam da identificação maciça do ego, e esteja em paz. Assim como nos lembra o  Curso Em Milagres ,  a paz está em Deus e você que é parte Dele só retorna ao lar em Sua paz. O Ser está em Deus e você que é parte Dele só retorna ao lar em Sua paz. Ficar ofendido cria o mesmo tipo de energia destrutiva que a princípio o feriu, e leva a agressão, ao contra-ataque e a guerra.
2. Abandone o querer vencer.
O ego adora nos dividir entre ganhadores e perdedores. A busca pela vitória é a forma infalível de evitar o contato consciente com a intenção. Por quê? Porque basicamente é impossível vencer sempre. Algumas pessoas serão mais rápidas, mais sortudas, mais jovens, mais fortes e mais espertas que você e acabará se sentindo insignificante e sem valor diante delas.
Você não se resume as suas conquistas e vitórias. Uma coisa é gostar de competir e se divertir num mundo onde vencer é tudo, mas não precisa ser assim em seus pensamentos. Não há perdedores num mundo onde todos compartilham da mesma fonte de energia. Só se pode afirmar que, em determinado dia, sua atuação esteve num certo nível comparada a outras. Mas cada dia é diferente, com outros competidores e novas situações a serem consideradas. Você continua sendo a infinita presença num corpo que está a cada dia ou a cada década, mais velho. Pare com essa necessidade de vencer, não aceite o conceito de que o contrário de vencer é perder. Esse é o medo do ego. Se seu corpo não está respondendo de forma vencedora, não importa, significa que você não está se identificando unicamente com seu ego. Seja um observador, perceba e aprecie tudo sem a necessidade de ganhar um troféu. Esteja em paz e alinhe-se com a energia da intenção. De forma inusitada, as vitórias aparecerão mais em seu caminho quanto menos as desejá-las.
3. Abandone o querer estar certo.
O ego é a raiz de muitos conflitos e desavenças porque o impulsiona julgar as pessoas como erradas. Quando a pessoa é hostil, houve uma desconexão com o poder da intenção. O Espírito de Criação é generoso, amoroso e receptivo; e livre de raiva, ressentimento ou amargura. Cessar a necessidade de ter razão nas discussões e nos relacionamentos é como dizer ao ego; “Não sou seu escravo. Quero me tornar generoso. Quero rejeitar a necessidade de ter razão”. Dê a oportunidade de se sentir bem dizendo a outra pessoa que ela está certa, e agradeça-a por lhe direcionar ao caminho da verdade”.
Ao deixar de querer ter razão, você fortalece a conexão com o poder da intenção. Mas fique atento, pois o ego é um combatente determinado. Tenho visto pessoas terminarem lindos relacionamentos por apego a necessidade de estarem certas. Preste atenção à vontade controlada pelo ego. Quando estiver no meio de uma discussão, pergunte a si mesmo; “Quero estar certo ou ser feliz?” Ao optar por ser feliz, amoroso e predisposto espiritualmente, a conexão com a intenção se fortalecerá. Esses momentos expandem novas conexões com o poder da intenção. A Fonte universal começará a colaborar com você para uma vida criativa ao qual foi predestinado a viver.
4. Abandone o querer ser superior.
A verdadeira nobreza não é uma questão de ser melhor que os outros. É uma questão de ser melhor ao que você era. Concentre-se em seu crescimento, consciente de que ninguém neste planeta é melhor que ninguém. Todos nós emanamos da mesma força de vida criadora. Todos temos a missão de realizar nossa pretendida essência, tudo que precisamos para cumprir nosso destino está ao nosso alcance. Mas nada é possível quando nos sentimos superiores aos outros. É um velho ditado e, todavia, verdadeiro: somos todos iguais aos olhos de Deus. Abandone a necessidade de sentir-se superior, perceba a expansão de Deus em cada um. Não julgue as pessoas pelas aparências, conquistas, posses e outros índices do ego. Ao projetar sentimentos de superioridade retorna a você sentimentos de ressentimentos e até hostilidade. Esses sentimentos são veículos que os levam para longe da intenção. O Curso em Milagres aborda essa necessidade de se sentir especial e superior. A distinção sempre leva a comparações. Baseia-se na falta vista no outro, e se mantém pela procura e ostentação das falhas percebidas.
5. Deixe de querer ter mais.
O mantra do ego é “mais”. Ele nunca está satisfeito. Não importa o quanto conquistou ou conseguiu, o ego insiste que ainda não é o suficiente. Ele põe você num estado perpétuo de busca e elimina a possibilidade de chegada. Na realidade, você já está lá e a forma que opta para usar esse momento presente da vida é uma escolha. Ao cessar essa necessidade por mais, as coisas que mais deseja começam a chegar até você. Sem o apego da posse, fica mais fácil compartilhar com os outros. Você percebe o pouco que precisa para estar satisfeito e em paz.
A Fonte universal é feliz nela mesma, expande-se e cria vida nova constantemente. Nunca obstrui suas criações por razões egoístas. Cria e deixa ir. Ao cessar a necessidade do ego de ter mais, você se unifica com a Fonte. Como um apreciador de tudo que aparece, aprende a lição poderosa de São Francisco de Assis: “É dando que se recebe”. Ao permitir que a abundância lhe banhe, você se alinha com a Fonte e deixa essa energia fluir.
6. Abandone a idéia de você baseado em seus feitos.
É um conceito difícil quando se acredita que a pessoa é o que ela realiza. Deus compõe todas as músicas. Deus constrói todos os prédios. Deus é a fonte de todas as realizações. Posso ouvir os egos protestando em alto e bom som. Mas, vá se afinizando com essa idéia. Tudo emana da Fonte! Você e a Fonte são um só! Você não é esse corpo ou os seus feitos. Você é um observador. Veja tudo ao seu redor e seja grato pelas habilidades acumuladas. Todo crédito pertence ao poder da intenção, o qual lhe fez existir e do qual você é uma parte materializada. Quanto menos atribuir a si mesmo suas realizações, mais conectado estará com as sete faces da intenção, mais livre será para realizar e muito aparecerá em seu caminho. Quando nos apegamos às realizações e acreditamos que as conseguimos sozinhos abandonamos a paz e a gratidão à Fonte.
7. Deixe sua reputação de lado.
Sua reputação não está localizada em você. Ela reside na mente dos outros. Você não tem controle algum sobre isso. Ao falar para 30 pessoas, terá 30 imagens. Conectar-se com a intenção significa ouvir o coração e direcionar sua vida baseado no que a voz interior lhe diz. Esse é o seu propósito aqui. Ao preocupar-se demasiadamente em como está sendo visto pelos outros, mostra que seu eu está desconectado com a intenção e está sendo guiando pelas opiniões alheias. É o seu ego no controle. É uma ilusão que se levanta entre você e o poder da intenção. Não há nada a fazer, a não ser que você se desconecte da fonte de poder convencido de que seu propósito é provar o quão poderoso e superior é, desperdiçando sua energia na tentativa de obter uma reputação maior entre outros egos. Faça o que fizer, guie-se sempre pela voz interior conectada e seja grato à Fonte. Atenha-se ao propósito, desapegue-se dos resultados e assuma a responsabilidade do que reside dentro de você: seu caráter. Deixe os outros discutirem sobre a sua reputação, isso não interessa. Ou como o título de um livro diz: O que você pensa não me diz respeito!