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terça-feira, 16 de abril de 2013

[Quadrinhos] Horácio e Deus

Sempre li os gibis do Maurício de Sousa, mas me surpreendi com a profundidade dessa tira do Horácio, mesmo para os padrões filosóficos das tiras desta grande personagem.Confira: 







Não acham esse "deus" um tanto familiar?

Abraços!

Créditos: Maurício de Sousa Produções.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Exopolítica


Exopolítica, em termos simples, seria uma política de relações diplomáticas entre os humanos e seres de outros planetas/dimensões.

É verdade que isso não é tratado com a seriedade devida mesmo entre os que acreditam que esse tipo de relação existe.

Porém, isso não é tão descabido como alguns podem supor.

Pesquisas históricas revelam que desde as primeiras civilizações da Terra, contatos no mínimo estranhos acontecem. A sabedoria antiga também insinua que os humanos possuem sim algum tipo de relação com outras civilizações inteligentes. Essa relações, de uma forma ou outra, geram consequências importantes para o desenvolvimento (ou destruição) de civilizações humanas.



Podemos já extrair alguma coisa da eterna relação entre humanos e deuses. A maioria dos deuses antigos são seres sábios e possuem um poder acima dos humanos, mas não são lá muito divinos – não no sentido de onipotência e misericórdia. Geralmente são disciplinadores e fazem o que bem entendem com os humanos
.
Pinturas rupestres indicam visões nos céus de objetos muito similares com os UFOs vistos pelo homem moderno.

Os mitos hindus e hebreus, volta e meia, relatam carruagens no céu. Seres metálicos de mil olhos.  Vórtices ou feixes de luz que levam os escolhidos a encontros “divinos”.

Profeta Ezequiel e suas experiências peculiares


A grande maioria dos nativos norte-americanos fala de “visitantes das estrelas” que lhes passam instruções que levam ao progresso daqueles povos. Os índios Hopi, do Arizona, e civilizações adjacentes, relatam a existência dos Katchinas, seres que viajam pelo ar através de objetos em formato de disco.

Os incas e maias possuíam uma preocupação enorme com o que os deuses viam lá do céu. Basta ver as linhas de Nazca, para notar que aqueles povos realmente tinham um objetivo muito claro de comunicação com os deuses não no sentido meditativo, mas realmente físico.

As forças aeronáuticas de todos os países possuem pelo menos um caso estranho de avistamento ou contato com naves de notada tecnologia superior. Ninguém sabe se possuem uma improvável origem terrena ou, de fato, extraterrena.

Claro que essas ocorrências não provam nada. Mas, é um fenômeno que acompanha a humanidade desde seus primeiros tempos e não custa nada (no sentido de obtenção de conhecimento) pesquisar.

A exopolítica, atualmente, refere-se ao suposto contato que alguns governos possuem com civilizações não humanas para os mais diversos fins. É impossível, no momento, termos certeza que esse tipo de coisa exista. Se existir, é algo muito sério e desconcertante.

Mas, não são poucos os casos em que as autoridades terráqueas omitem e deturpam ocorrências importantes de contatos entre extraterrestres e humanos.

Vejamos o caso Varginha, por exemplo. Restou claro para quem acompanhou os fatos na mídia que algo muito, mas muito estranho ocorreu naquela cidade mineira. Para quem não lembra, o caso refere-se a uma série de avistamento de OVNIs e até mesmo de seres naquele local.

O exército, bombeiros e policiais, aparentemente, colheram coisas importantes naquela época. Mas, a população só recebeu o silencio das autoridades. Ufólogos eufóricos, de repente, emudeceram-se. Quase uma década depois, surge um inquérito cujo teor é uma ofensa à inteligência humana, com uma desculpa mais esfarrapada que a do caso Roswell (EUA). O que escondem?

Essa criatura causou problemas em Varginha...

Todos os casos geralmente terminam como alvos de chacota. Uma conveniência para os exopolíticos?

O post atual tem apenas o intuito de lhe explicar e lhe atrair para o tema. Em posts futuros, não necessariamente sequenciais, vou postar casos e documentários que fará você ver que o assunto não é ficcional ou ingênuo. Mas, não perca tempo. Comece já a rever os casos citados e veja se não tem algo muito intrigante nisso tudo.

Abraços! 

sábado, 4 de agosto de 2012

Mitos: Caim, Abel e o eterno fratricídio




Quero “reinaugurar” meu blog postando um documentário interessante sobre Caim e Abel. O vídeo está no final do post.

Como eu sei que a preguiça reinará em alguns – o documentário é extenso -, vou colocar aqui um resumo do trabalho da Discovery Channel.

Como todo mundo sabe, Caim e Abel foram filhos de Adão e Eva, o primeiro casal do mundo, de acordo com a tradição abraamica, da qual se desenvolveu as atuais religiões judaicas, cristãs e islâmicas.

De acordo com o Genesis, na bíblia cristã, Caim era agricultor e Abel, pastor de ovelhas. Em um belo dia, ambos resolveram fazer uma oferenda a Deus, aquele com parte da colheita de seu trabalho e este com o primogênito de suas ovelhas. O Senhor, por razões não muito claras, preferiu a oferta gordurosa de Abel, despertando ciúmes e indignação a Caim.



Revoltado, Caim convida Abel para dar uma volta ao campo e lá mata seu irmão. Pronto, resta configurado o primeiro homicídio da história (pelo menos de acordo com essas religiões). Deus, então, castiga Caim pelo seu crime, obrigando-o a levar vida errante. Para que Caim não fosse atingido pela ira das demais pessoas – outro ponto polêmico, já que fora aquela família não haveria como ter outras pessoas pelo mundo-, Deus lhe dá um sinal para sua “proteção”.

No presente documentário, vários estudiosos discutem a origem da história e por que as coisas se sucederam de tal forma. Por que Deus preferiu a oferta de Abel? Se naquela época nunca houvera assassinato, como Caim teve a ideia de fazer isso? Que sinal foi esse que Deus deu a Caim? Como se pode ver a Bíblia mais complica que explica.

Na religião islâmica, o alcorão traz uma versão mais detalhada do conto de Caim e Abel (os árabes sempre foram bons contadores de história, não me estranha eles terem uma versão mais “completa”. Há o fato temporal também, são textos mais recentes que o Genesis). O fato de Deus não ter se agradado da oferta de Caim é que ele já alimentava maus pensamentos dentro de si. É que Caim era a fim de uma irmã, a qual já estava comprometida com Abel. O pobre Caim não tinha muita sorte comparado ao irmão, por isso o ciúme não foi uma coisa repentina.

Nessa versão, o diabo (sempre ele) é quem ensina a Caim a como proceder no crime.



Agora, a parte mais interessante. Os egípcios, antes da codificação dos textos hebraicos, já possuíam uma lenda um tanto familiar: os deuses Osíris e Seth eram apaixonados por uma irmã, Ísis, sendo que o primeiro tinha conquistado o coração da deusa. Seth, além da frustração amorosa, dominava apenas o deserto, enquanto Osíris dominava o Egito e a agricultura tendo, portanto, mais prestígio. No fim, Seth acaba com o Osíris e o divide em várias partes, espalhando-as pelo mundo.



Que tal irmos mais longe na viagem ao passado? Segundo registros arqueológicos, houve ainda na era neolítica (que inicia há uns 10.000 anos antes de Cristo), período em que os humanos passam pelo processo de sedentarização e passam a dominar a agricultura e a domesticação de animais, um conflito violento entre pastores e lavradores. Tal feito só foi registrado muitos anos depois, pelos sumérios, povo que desenvolveu a primeira forma de escrita conhecida.

De acordo com a lenda suméria, o deus-pastor Tamuz também tinha uma paixão pela deusa Inanna, que era cobiçada pelo deus da agricultura, Enkidu. Os três eram irmãos.



Desta forma, dada a semelhança das histórias, provavelmente temos as raízes do surgimento do mito de Caim e Abel.

O documentário também aborda os problemas oriundos do sinal de Caim. Ninguém sabe ao certo que sinal foi esse, mas muitos já cometeram atrocidades por conta disso. Muitos defenderam que o sinal de Caim era a cor de pele negra, outros associavam à descendência judaica. Esses povos sofreram muito por causa dessa especulação barata, que foi conduzida por interesses políticos e econômicos disfarçados de legitimidade moral e espiritual.

No mais, é muito provável que a história dos irmãos Caim e Abel seja uma revisão de antigas lendas sumérias e egípcias que, por conta do seu significado, deve ter sido absorvida pelos hebreus. É um fato irônico, já que muitos condenam certas práticas católicas ou de outras culturas por serem revisões de hábitos pagãos (a veneração à Virgem Maria, por exemplo, associada ao culto de deusas antigas) e, no fim, a própria Bíblia se alicerça nessas culturas “rivais” dos seus próprios escritores.

Por fim, uma análise simbólica: O primeiro crime do mundo ser representado na Bíblia com um fratricídio não foi por acaso (embora não houvesse muitas opções nas circunstâncias desta história). É uma alegoria na qual todo mundo deve ter a consciência de que quando lesionamos alguém, lesionamos um irmão. Além disso, quando Caim fala a Deus que não é tutor/guarda do seu irmão (Gn 4:9) indica a tendência humana de não se importar com o outro, de não se sentir responsável pelo o que acontece com o nosso semelhante. Também demonstra a indisciplina humana quanto às emoções, que levam o homem a cometer atos vis e inconsequentes. Até hoje, os irmãos se matam pelos mesmos motivos egoístas e intolerantes. 

Confiram o documentário aqui:


Bônus:


Abraços!